Mixoma cardíaco, Mixoma Atrial

Cardiovascular

Procedimento: Mixoma cardíaco, Mixoma Atrial

Mixoma cardíaco, Mixoma Atrial

O Mixoma é o tumor mais frequente do coração (30%), sua ocorrência é mais comum no Átrio (90%), é benigno, de crescimento lento. Na grande maioria das vezes, é único, mas podem aparecer múltiplos tumores e 5% dos pacientes têm tendência familiar.

 

Sua apresentação costuma ser de uma “bola” pediculada, presa ao Septo Interatrial, balançando livremente no Átrio, embora existam formas menos móveis, em outras localizações do Átrio e até no Ventrículo Direito.

 

A maioria dos sintomas se deve ao tamanho dessa “bola” e da sua dinâmica, obstruindo a Válvula Mitral ou a Tricúspide, prejudicando o retorno venoso das Veias Cavas ou Pulmonares e, às vezes, lançando fragmentos pela circulação.

 

Os sintomas do Mixoma cardíaco podem englobar, dor no peito, falta de ar, cansaço, palpitações, síncopes, edema nos membros inferiores, edema de pulmão, isquemia cerebral (AVC), isquemia de membros inferiores (obstrução arterial aguda), embolia pulmonar e arritmias.

 

Sintomas sistêmicos podem surgir, como por exemplo, febre, emagrecimento, dores musculares, articulares e Fenômeno de Raynaud. Um terço dos pacientes apresentarão embolias, sendo que metade das vezes será embolia cerebral e AVC. Daí a necessidade de se operar com brevidade e não postergar a cirurgia.

 

O diagnóstico é por Ecocardiograma, exame pedido quando o paciente apresenta um quadro de embolia arterial ou sintoma cardíaco. O Ecocardiograma Transesofágico fornece mais detalhes sobre o ponto de fixação do Mixoma, sua mobilidade, e sua relação com a Válvula Mitral e a parede Atrial. Quando surgem dúvidas sobre o envolvimento das veias pulmonares, a Ressonância Cardíaca fornece mais detalhes que podem mudar o planejamento cirúrgico.

 

No planejamento cirúrgico, pacientes com mais de 40 anos podem requerer uma Angiotomografia de Coronárias para descartar Doença Coronária associada.

 

O tratamento é cirúrgico com anestesia geral e com o uso de circulação extracorpórea. Na maioria dos casos, pode ser operada por Cirurgia Minimamente Invasiva ou Toracotomia Lateral, que são técnicas mais estéticas (sem a cicatriz mediana). Casos mais complexos ou com procedimentos associados (Plastia Mitral, Plastia Tricúspide, Revascularização do Miocárdio) são operados por Esternotomia Mediana.

 

A cirurgia é curativa com a ressecção do pedículo completo até a base. Se a ressecção não incluir o pedículo todo, o tumor pode crescer novamente. Esta ressecção completa pode requerer um reparo do Septo Interatrial com Patch de Pericárdio Bovino. Mixomas que infiltram a parede livre atrial podem requerer reparos maiores.

 

A recuperação da cirurgia é rápida, necessitando de dois dias de UTI, e mais dois ou três dias de quarto, na maioria dos casos. O retorno ao trabalho e esporte dependem da técnica utilizada. Paciente operados por Esternotomia necessitam de dois meses para dirigir e três para meses para esportes com carga. Já pela Técnica Minimamente Invasiva, pode-se dirigir em duas semanas e podem retornar com atividade esportiva mais precocemente.

 

Você tem alguma dúvida? Consulte um cirurgião cardíaco para lhe auxiliar.

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