Aneurismas de Aorta

Cardiovascular

Procedimento: Aneurismas de Aorta

Aneurismas de Aorta

As doenças do sistema circulatório na principal artéria do organismo são causadas, em sua maioria, por aterosclerose. Mas também podem ocorrer associadas a doenças do colágeno (exemplo Síndrome de Marfan), a problemas congênitos da válvula aórtica (exemplo válvula aórtica bicúspide), como consequência de hipertensão não tratada por muitos anos, e outras causas raras.

 

Essas doenças são tratadas por cirurgiões cardiovasculares e vasculares.

 

O tratamento endovascular, com a correção por dentro da artéria através do implante de endopróteses de aorta, revolucionou o tratamento dessa doença. Hoje, a maioria dos casos pode tratado por esse método minimamente invasivo, evitando grandes cirurgias abertas.

 

 

Sintomas:

 

Os sintomas variam conforme a localização do aneurisma.

 

Aneurisma de aorta ascendente: dor no peito, dor no pescoço, dilatação das veias do pescoço, vermelhidão (pletora) do pescoço e da face e falta de ar (especialmente se acometer a válvula aórtica).

 

Aneurismas do arco aórtico (croça aórtica) cursam mais com dor no pescoço, rouquidão, dificuldade para engolir ou engasgos (disfagia) e falta de ar.

 

Aneurismas de aorta torácica descendente cursam mais dores nas costas e falta de ar.

 

Os aneurismas de aorta abdominal são assintomáticos na maioria dos casos, mas costumam ser identificados em exames médicos de rotina como uma massa pulsátil à palpação, ou em exames de ultrassonografia abdominal rotineiros. Podem apresentar com dores abdominais e dores nas costas na altura lombar.

 

 

Exames diagnósticos:

 

O melhor exame é a angiotomografia de aorta, seja abdominal ou torácica, dependendo do caso. A angiorressonância de aorta é útil no seguimento de pacientes jovens porque evita a radiação ionizante da tomografia e o contraste iodado. O contraste gadolínio utilizado na ressonância é menos tóxico, entretanto o exame é mais demorado.

 

Ecocardiograma transtorácico permite diagnosticar aneurismas de aorta ascendente e fazer o seguimento quando o acometimento for da raiz da aorta ou apenas aorta ascendente. Já o ecocardiograma transesofágico pode avaliar bem a aorta torácica descendente e diagnosticar dissecções de aorta.

 

O ultrassom de abdome permite diagnosticar aneurismas de aorta abdominal e permite o seguimento de pacientes magros com aneurisma de aorta abdominal infrarrenal isolado.

 

 

Tratamento:

 

Todos os aneurismas de aorta, sejam torácicos ou abdominais, se beneficiam de medicamentos como vasodilatadores para baixar a pressão e betabloqueadores para reduzir a frequência cardíaca. Com menos pulsações e pressões menores, o crescimento do aneurisma pode ser freado e às vezes estabilizado. Pacientes com ateromatose da aorta ou de outros vasos (femorais ou carótidas) devem receber estatinas para terem seus níveis de colesterol LDL bem baixos (<50mg/dL) tendo em vista que a aterosclerose é a principal causadora dos aneurismas. Um uso de aspirina ou outros antiagregantes podem ser necessários nos casos de aneurismas com trombo mural ou ateromatose.

 

Hoje em dia, quase todo aneurisma de aorta pode ser tratado de forma minimamente invasiva endovascular. É um método realizado por cateterismo das artérias femorais e, às vezes, da artéria axilar esquerda. Utiliza-se contraste iodado. Pacientes alérgicos fazem um preparo com anti-histamínicos e corticoides. E pacientes com insuficiência renal não dialítica podem usar o gás carbônico ao invés do contraste, preservando a função renal. A técnica endovascular é muito atrativa porque o paciente tem rápida recuperação e é bem menos agressivo.

 

A aorta abdominal está bem coberta pela técnica endovascular. São raros os casos que precisam ser operados de forma aberta. O procedimento endovascular da aorta abdominal dura ao redor de 90 minutos, feito sob anestesia geral e o paciente pode ir para casa em dois dias.

 

O aneurisma de aorta tóracoadominal, que antes era tratato por uma cirurgia aberta grande (tóracofrenolaparotomia), hoje é tratado por técnica endovascular com endopróteses ramificadas customizadas para o paciente. A cirurgia aberta ficou reservada para exceções, como disseções tipo B de aorta tóracoabdominal crônicas complicadas com dilatação e anomalias vasculares (origem de vasos da falsa luz). Nesta cirurgi aberta grande, diversos métodos são implementados para proteção da medula espinhal (drenagem liquórica, hipotermia, corticoides).

 

O aneurisma da aorta torácica descendente é virtualmente sepre tratado por métido endovascular. Alguma exceção pode existir quando o aneurisma tiver um colo muito curto com a artéria subclávia. Mesmo nestes casos, já existem próteses com ramificação para a subclávia (p.ex. Castor) ou customizadas para arco distal (p.ex. Braile).

 

Procedimento: Aneurismas de Aorta

 

Os aneurismas de arco aórtico são de tratamento cirúrgico aberto preferencialmente por ser região mais crítica da aorta. Entretanto, para pacientes de alto risco (idosos, frágeis, com doeça pulmonar ou renal) existem técnicas menos invasivas como o debranching (técnica combinada de enxertos para ramos supraaórticos e endoprótese em arco aórtico) ou o tratamento com endoprótese de aorco aórtico customizada (p.ex. Braile) onde os ramos da endoprótese são cateterizados através de uma punção ventricular (minitoracotomia lateral ou esternotomia), com a vantagem de se evitar a circulação extracorpórea e a hipotermia da cirurgia convencional).

 

A aorta ascendente é eminentemente de tratamento cirúrgico aberto com circulação extracorpórea. Entretanto, em casos de dissecção da aorta ascendente isolada com fenda intimal no terço médio da aorta ascendente e aorta ascendente longa, é possível o implante de uma endoprótese curta como opção de tratamento em pacientes idosos ou de alto risco.

 

O aneurisma de raiz de aorta ou ectasia anuloaórtica é de tratamento cirúrgico via esternotomia e com uso de circulação extracorpórea. A válvula aórtica precisa ser abordada em boa parte dos casos numa cirurgia chamada Bentall de Bono ou Tubo valvado. Existem descrições raras desta cirurgia por técnicas mini invasivas (esternotomia parcial ou videoassistida) mas a segurança do procedimento fica comprometida. Nesta cirurgia, a escolha da prótese valvar aórtica é decisão importante do planejamento cirúrgico.

 

Os pacientes com doença do colágeno, como a síndrome de Marfan ou doença de Ehler-Danlos, são melhor tratados pela troca da aorta por enxertos de dacron do que pelo implante de endoprótese porque a longo prazo a aorta dilata ao redor da endoprótese nesses casos.

 

 

Traga seus exames para avaliarmos e fazermos o melhor planejamento cirúrgico.

Consultas

Agende sua consulta.

Envie sua mensagem