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Conheça os principais riscos dos Exames com Contraste.

Conheça os principais riscos dos Exames com Contraste.

Existe a possibilidade que estes exames, realizados com contraste, causem alguns riscos à saúde.

Os exames com contraste, também chamados de contrastados, são exames de imagem feitos com o uso de substâncias que ajudam a obter uma melhor definição das imagens formadas, o que facilita a avaliação do médico.

 

Estas substâncias são chamadas de "meios de contraste", pois são capazes de absorver radiação ionizante do exame e gerar imagens definidas na tela do aparelho. Existem tipos diferentes de contraste, com variadas composições químicas, como o sulfato de bário, contraste iodado ou gadolínio, por exemplo, que são escolhidos de acordo com o exame que será realizado, que pode ser feito por via oral, venosa ou injetada na cavidade desejada.

 

Apesar dos seus benefícios, o uso de contraste para exames contém riscos, principalmente de causar efeitos colaterais como reações alérgicas, queda da pressão arterial ou intoxicação dos rins e coração, por exemplo, por isto, só devem ser utilizados em casos específicos, com adequada indicação médica.

 

Principais riscos

 

Apesar dos exames com contraste tenderem a ser cada vez mais seguros, e dos médicos avaliarem da melhor forma quem deve ou não fazê-lo, é possível que estes exames causem alguns riscos à saúde. Algumas dos principais efeitos colaterais incluem:

 

1. Reação alérgica aguda

 

Também chamada anafilaxia, esta reação é caracterizada pelo surgimento de urticária, inchaço da pele, queda da pressão, batimentos cardíacos acelerados, broncoespasmo e edema de glote. A reação alérgica devido ao uso de contrastes precisa ser tratada rapidamente pelo médico no hospital, pois representa um sério risco à saúde da pessoa afetada.

 

Uma forma de tentar evitar este tipo de reação é questionar se a pessoa tem algum tipo de alergia, sendo também comum que os médicos indiquem o consumo de remédios anti-alérgicos antes de alguns exames com maior risco, como os anti-histamínicos ou corticoides.

 

2. Efeitos tóxicos da substância

 

O contraste pode ter efeito tóxico ao organismo, e algumas das reações incluem efeitos diretos na corrente sanguínea, como queda da pressão ou inflamação do local da aplicação. Além disso, a substância pode causar efeitos tóxicos diretos em determinados órgãos, podendo ser:

 

    • Pele: dor no local da aplicação, vermelhidão, inchaço ou formação de caroços;

    • Estômago e intestino: náuseas, vômitos ou diarreia;

    • Rins: redução da formação de urina ou insuficiência renal;

    • Cérebro: dor de cabeça, tontura, confusão mental ou convulsão;

    • Pulmões: falta de ar, broncoespasmo ou desencadeamento de crises de asma;

    • Coração: aumento da pressão arterial, arritmias, parada cardíaca.

 

Geralmente, estes efeitos estão relacionados à dose ou à concentração do meio de contraste utilizado, e também podem variar de acordo com a velocidade de infusão e forma de uso da substância, se oral ou venosa, por exemplo.

 

3. Reações do sistema nervoso

 

Também conhecidas como reações vasomotoras ou vaso vagais, não são diretamente provocadas pelo contraste utilizado e sua causa é desconhecida, estando normalmente associada à ansiedade ou à dor durante a sua administração do mesmo, o que provoca certos estímulos no sistema nervoso e vascular.

 

Estas reações incluem queda da pressão arterial, diminuição dos batimentos cardíacos, desmaios, confusão mental, palidez ou suor frio, por exemplo.

 

Exemplos de exames com contraste

 

Alguns dos principais exames utilizados com contraste são:

 

    • Tomografia computadorizada: é feita, geralmente, com contraste iodado, muito utilizada para detectar lesões em órgãos do corpo, como cérebro, pulmões, fígado, vesícula, pâncreas, ossos ou parede abdominal, por exemplo, principalmente tumores, infecções ou alterações nos vasos sanguíneos;

 

    • Ressonância magnética: costuma-se utilizar o Gadolínio como contraste, sendo um exame utilizado para detectar lesões cerebrais ou na coluna vertebral, assim como em partes moles do corpo como ligamentos, articulações e vasos sanguíneos;

 

    • Angiografia: o contraste iodado é o mais utilizado neste exame, que permite visualizar melhor o interior dos vasos sanguíneos e observar doenças como aneurisma ou arteriosclerose, por exemplo;

 

    • Urografia: é um dos exames que permite visualizar a anatomia do aparelho urinário e avaliar a capacidade funcional dos rins;

 

    • Cintilografia: existem diversos tipos de cintilografia, para diferentes órgãos do corpo, sendo um exame realizado para observar alterações funcionas de órgãos como coração, ossos, pulmões, tireoide ou cérebro, por exemplo. Como contrastes são utilizadas substâncias variadas, sendo algumas das principais o tecnécio e gálio;

 

    • Estudo radiológico do trato gastro-intestinal: existem diversos exames utilizados para avaliar o trato digestivo, que costumam utilizar o sulfato de bário como contraste, dentre eles o enema opaco, seriografia ou radiografia contrastada, por exemplo;

 

    • Colangiografia: é um tipo de tomografia feita para avaliar as vias biliares, sendo comum a utilização do contraste iodado.

 

Além deste, existem diversos outros exames que podem ser feitos com o auxílio do contraste, como a mamografia para avaliar alterações da circulação na mama ou histerossalpingografia para avaliar o sistema reprodutor feminino, por exemplo, que devem ser indicados pelo médico de acordo com as necessidades de cada pessoa.

 

 

Fonte: Tua Saúde, 2019. "Principais riscos do Exame com Contraste". Por Arthur Frazão. Conteúdo Editado. Autorizado sob licença CC BY-ND 3.0 BR.

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Rodrigo Paez
Rodrigo Paez

Formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - Escola Paulista de Medicina e especialista em Cirurgia Cardíaca, Cardiovascular, Endovascular e Marcapassos. Adepto da cirurgia cardíaca minimamente invasiva é pesquisador do estudo multicêntrico Bypass, que reune os melhores centros de cirurgia cardíaca do Brasil.

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