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Antibióticos. Seguir com o tratamento até o fim é necessário.

Antibióticos. Seguir com o tratamento até o fim é necessário.

Uso correto de medicamentos.

Entre ser ingerido e começar a inibir a ação das bactérias no organismo, o medicamento antibiótico leva cerca de 30 minutos. Para amenizar os sintomas da infecção, poucos dias. Mas isso não significa que é possível abandonar o remédio logo após os primeiros sinais de melhora, ou tomar além da quantidade prescrita pelo médico. Este hábito, inclusive, está associado a uma das maiores ameaças à saúde pública, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS): a resistência bacteriana.

 

O uso incorreto dos antibióticos — seja por tomá-los sem prescrição médica ou de uma forma diferente da indicada — aumenta o risco de os microrganismos se adaptarem e se protegerem, criando infecções resistentes aos medicamentos disponíveis atualmente. Além de o remédio perder a eficácia, o combate às bactérias fica cada vez mais difícil.

 

 

• O que são os antibióticos?

 

São medicamentos utilizados para tratar infecções causadas por bactérias. As mais comuns são as amigdalites, meningites bacterianas e infecções urinárias. O primeiro antibiótico amplamente adotado na medicina foi a penicilina, descoberta por Alexander Fleming, em 1928. Atualmente, é indicada contra pneumonias, otites, sinusites e algumas infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis e gonorreia.

 

Com o passar do tempo, diversos tipos de antibióticos foram produzidos e se tornaram disponíveis para o combate de diferentes infecções bacterianas.

 

 

• Como os antibióticos funcionam?

 

Há duas formas principais de os antibióticos ajudarem o sistema imunológico: matando as bactérias (efeito bactericida) ou impedindo que elas se multipliquem (efeito bacteriostático).

 

Nesta segunda ação, o medicamento ataca a parede celular e o metabolismo dos microrganismos. Como consequência, interrompe a infecção e alivia os sintomas do paciente.

 

Por não atuarem contra vírus ou outros patógenos, não são indicados contra infecções virais, como gripes ou resfriados. Caso o paciente diagnosticado com essas condições também desenvolva uma infecção bacteriana — o que pode acontecer porque o organismo fica mais suscetível —, o antibiótico pode ser utilizado.

 

 

• Como usar corretamente os antibióticos?

 

Os médicos, ao prescreverem o antibiótico, devem sempre repassar ao paciente as seguintes informações:

 

    - Por quantos dias o tratamento deve ser mantido;

    - A quantidade a ser ingerida, ou a dosagem;

    - O momento ideal para tomar o remédio (antes, durante ou após as refeições) ou a frequência (a cada 6 ou 8 horas, por exemplo).

 

Para determinar esses parâmetros, os especialistas levam em consideração possíveis alergias ou comorbidades, o uso de outros medicamentos e se a paciente está em gestação ou amamentando.

 

Todas as recomendações devem ser seguidas, inclusive os horários certos e o tempo de tratamento estabelecido, para evitar que o organismo fique desprotegido da medicação e as bactérias tenham oportunidade de favorecer a resistência.

 

 

• Se eu me sentir melhor antes de terminar o antibiótico, posso parar de tomá-lo?

 

Ainda que a pessoa perceba uma melhora nos sintomas — sem ter finalizado o tratamento — a medicação deve ser mantida pelo tempo estabelecido, nem um dia a menos ou a mais.

 

Primeiro para que o paciente não tome de menos, porque pode não tratar a doença e prorrogar a infecção. Se tomar demais, pode aumentar o efeito colateral e favorecer a resistência bacteriana por tomar o medicamento de forma desnecessária.

 

 

• Quais são os efeitos colaterais dos antibióticos?

 

Como a flora intestinal é repleta de bactérias “boas” para o organismo, quando o paciente ingere um antibiótico, dependendo do tipo, pode atacar os microrganismos benéficos à saúde também. Esse é um dos principais efeitos colaterais, e o paciente pode manifestar problemas gastrointestinais, dores abdominais, diarreias e náuseas.

 

O efeito é visto principalmente entre os antibióticos do grupo de “amplo espectro”. Isso significa que a medicação consegue combater uma variedade maior de bactérias do que em comparação com os antibióticos de “pequeno espectro” ou de ação reduzida.

 

Outros efeitos colaterais são o surgimento de infecções por fungos nas membranas mucosas, como candidíase, pelo desequilíbrio na flora bacteriana no organismo. Há ainda o relato de reações alérgicas, coceiras e vermelhidão na pele.

 

 

Um abraço para todos.
Dr. Rodrigo Paez | Cardiovascular | CRM-SP: 94060
Cirurgia Geral - RQE Nº. 22272
Cirurgia Cardiovascular - RQE Nº. 22273

 

Fonte: Vida Saudável - Hospital Israelita Albert Einstein. "Antibióticos: por que é importante seguir com o tratamento até o fim?" Por Arthur Pires. Conteúdo editado. Autorizado sob licença CC BY-ND 3.0 BR.

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Rodrigo Paez

Rodrigo Paez

Formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - Escola Paulista de Medicina e especialista em Cirurgia Cardíaca, Cardiovascular, Endovascular e Marcapassos. Adepto da cirurgia cardíaca minimamente invasiva é pesquisador do estudo multicêntrico Bypass, que reune os melhores centros de cirurgia cardíaca do Brasil.

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