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Como diferenciar o infarto de um 'mal-estar'.
Como diferenciar o infarto de um 'mal-estar'.

Segundo a OMS, as principais causas mundiais de morte são as doenças cardiovasculares, principalmente o infarto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, as principais causas mundiais de morte são as doenças cardiovasculares, principalmente o infarto. Acontece que muitas pessoas, quando sofrem um infarto, demoram a perceber o que realmente está acontecendo e podem achar que é apenas um mal-estar. Para saber como prevenir, identificar e agir durante um infarto, esclareceremos algumas informações.

 

Geralmente, as pessoas mais vulneráveis para apresentar doença de coração são as hipertensas, diabéticas, com colesterol elevado, fumantes, sedentários, com alto índice de estresse e com histórico familiar (genético). A incidência em homens e mulheres aumenta em diferentes períodos. Em média, a incidência aumenta nos homens a partir dos 35 anos. Já nas mulheres é a partir da menopausa, porque, durante o período reprodutivo, os hormônios delas oferecem cardioproteção adicional.

 

Dores no lado esquerdo do tórax, podendo ser irradiada para o pescoço, mandíbula e braço esquerdo, vômitos, náuseas e sudorese fria são os principais sintomas de que a pessoa está infartando.

 

Alguns pacientes podem ter o que a medicina chama de angina pectoris, que significa uma dor no peito menos intensa, que a dor do infarto e que o antecede. A diferença é que na angina há a dor no peito, mas ainda não houve a lesão do músculo do coração. No infarto, há a lesão do músculo cardíaco.

 

O ideal para prevenir os sintomas é tratar os fatores de risco, consultando regularmente um clínico ou cardiologista para controlar a hipertensão; cuidar da diabetes e do colesterol; além de iniciar atividades físicas; largar o cigarro e adotar uma dieta saudável.

 

Herança genética:
A herança genética não há como mudar. Quem tem história de parentes próximos com angina ou infarto deve se prevenir com consulta médica de rotina. Outro ponto que merece atenção é em relação ao estresse, pois segundo os cardiologistas, uma rotina estressante produz mais adrenalina, o que aumenta a dificuldade de circulação sanguínea, além de gerar uma frequência maior de batimentos cardíacos. Também há o fato de que é comum pessoas com alto nível de estresse se alimentarem mal, praticarem pouca atividade física e não terem tempo de ir ao médico.

 

Se for o caso de o infarto não poder ser evitado, o ideal é que assim que começarem os sintomas, procurar um pronto-atendimento hospitalar. Há um ditado em cardiologia que diz que tempo é músculo. Ou seja, quanto antes for atendido, menos danos ao músculo cardíaco.

 

Recomenda-se que, nos primeiros sinais de infarto, tome três comprimidos infantis como princípio ativo de ácido acetilsalicílico (300mg), comum para dor de cabeça, desde que não tenha alergia, e depois se direcionar o quanto antes a um hospital. A medida tem como intuito afinar o sangue, diminuindo a pressão sanguínea do paciente, o que vai amenizar as consequências do infarto.

 


Fonte: Tribuna do Ceará - Vida saudável. "Como diferenciar o infarto de um mal-estar'". Por: Ana Clara Jovino. Conteúdo editado. https://goo.gl/KqrNks

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Rodrigo Paez
Rodrigo Paez

Formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - Escola Paulista de Medicina e especialista em Cirurgia Cardíaca, Cardiovascular, Endovascular e Marcapassos. Adepto da cirurgia cardíaca minimamente invasiva é pesquisador do estudo multicêntrico Bypass, que reune os melhores centros de cirurgia cardíaca do Brasil.

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