Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular

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Qual o impacto da queda da temperatura no coração e no organismo?
Qual o impacto da queda da temperatura no coração e no organismo?

Temperaturas baixas impõem ao organismo um grande estresse físico, submetendo-o a uma maior necessidade de energia.

Quais são os efeitos do inverno, com dias mais frios e secos, em nosso organismo? A queda da temperatura afeta o coração? E a pele? Por que as doenças respiratórias são mais comuns nesta estação?

 

Frio e sistema cardiovascular

 

Durante o inverno existe o aumento na ocorrência dos eventos cardiovasculares, tais como doença coronariana aguda, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), tromboembolismo pulmonar, entre outros.

 

Entre as possíveis explicações está o aumento da pressão arterial, que acontece devido à contração dos vasos sanguíneos com o objetivo de proteger a temperatura central do corpo. Além disso, baixas temperaturas também estão relacionadas ao aumento do colesterol, do número de eritrócitos (glóbulos vermelhos) e do fibrinogênio (proteína que atua na coagulação do sangue), fatores estes associados à ocorrência de eventos cardiovasculares.

 

Para preveni-los é necessário um controle mais rigoroso dos níveis de pressão arterial, com ajuste de medicações - caso indicado pelo seu médico. Praticar atividade física regular, usar roupas quentes, hábitos alimentares saudáveis, incluindo alimentos ricos em vitamina D e baixa ingestão de gordura, além de cuidados com a saúde mental e emocional gerenciando a ansiedade e diminuindo o estresse.

 

Frio e sistema respiratório

 

As baixas temperaturas e a baixa umidade (“ar seco”) predominantes na estação do inverno, isoladamente ou combinados, estão associadas ao aumento significativo na frequência de infecções virais do sistema respiratório, como o resfriado comum e a gripe, e também de pneumonias. Isso ocorre por três principais motivos:

 

    • Aumento da circulação de vírus respiratórios, principalmente o Influenza (responsável pela gripe), Rinovírus humano (causador de resfriado comum) e o vírus Sincicial Respiratório (principal agente causador da bronquiolite em crianças menores que um ano). As baixas temperaturas aumentam a sobrevivência e a transmissibilidade dos vírus respiratórios.
    • Diminuição dos mecanismos de defesa naturais do sistema respiratório, aumentado o risco de infecções. Em pacientes asmáticos, tanto o ar frio como as infecções virais podem causar broncoespasmo e desencadear crises de asma.
    • A tendência à aglomeração e a permanência em ambientes fechados facilitam a maior circulação e transmissão desses agentes, que podem ser transmitidos tanto pelo ar como pelo contato das mãos com superfícies contaminadas.

 

A prevenção pode ser feita com medidas simples como lavar bem e frequentemente as mãos e o nariz, praticar atividade física regular ao ar livre, manter os ambientes arejados, manter hábitos alimentares e de sono saudáveis, com a vacinação contra Influenza, evitar circular em ambientes fechados quando estiver com alguma infecção respiratória para diminuir a propagação dos vírus.

 

Frio e a pele

 

O frio e a diminuição de umidade podem levar a desidratação e a descamação da pele, que podem ser acentuadas por exposição a banhos quentes e excesso de sabonetes. Em pacientes atópicos, também pode ocorrer a intensificação da resposta inflamatória cutânea, levando a piora da dermatite e, em alguns indivíduos, quadros de urticária induzida por frio.

 

Como prevenir?

 

Evitar exposição prolongada ao frio, evitar banhos muito quentes ou excesso de sabonetes, manter a pele hidratada. Não esquecer do protetor solar mesmo no inverno, especialmente se estiver em locais com exposição à neve.

 

 

Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein. "Inverno e os efeitos em nosso organismo". https://bit.ly/2vZ1IHR

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Rodrigo Paez
Rodrigo Paez

Formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - Escola Paulista de Medicina e especialista em Cirurgia Cardíaca, Cardiovascular, Endovascular e Marcapassos. Adepto da cirurgia cardíaca minimamente invasiva é pesquisador do estudo multicêntrico Bypass, que reune os melhores centros de cirurgia cardíaca do Brasil.

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