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Conheça os fatores de risco do AVC e do Infarto em jovens.
Conheça os fatores de risco do AVC e do Infarto em jovens.

Saiba como o estilo de vida impacta no número de ocorrências em pessoas mais jovens.

Sim, mas prognóstico de recuperação e sobrevivência são melhores. Entenda como o estilo de vida tem impactado no número de casos em pessoas mais jovens.

 

Quanto mais jovem for a pessoa, pior o quadro de infarto ou AVC. Você já deve ter ouvido está afirmação, correto? E ela está certa. Em indivíduos mais jovens, tais eventos tendem a ser mais graves, pois envolvem porções maiores do coração ou do cérebro. Os entupimentos, normalmente, são mais graves e súbitos e de artérias maiores. Isso leva a infartos de pior prognóstico ou mesmo morte súbita.

 

Idosos acometidos pelos mesmos problemas tendem a apresentar entupimentos mais lentos, progressivos e menos súbitos. O coração e o cérebro, assim, têm mais “tempo para se prepararem” antes de um infarto maior ou acidente vascular cerebral. Jovens, porém, têm mais chances de sobrevivência e recuperação sem sequelas.

 

Os jovens costumam ter mais reservas funcionais (órgãos mais saudáveis - saúde geral melhor), ausência de doenças prévias que possam atrapalhar a recuperação e menor taxa de complicações após esses eventos, tais como infecções hospitalares ou episódios hemorrágicos.

 

Há diferenças no AVC ou infarto que acometem jovens e idosos?

 

Sim, são diferentes. Apesar dos sintomas serem muito semelhantes nas duas faixas etárias, o que acontece em pacientes mais jovens é que, na maioria das vezes, esses eventos estão relacionados ao entupimento das artérias por trombos originados em outras partes do corpo.

 

No entanto, observamos cada vez mais casos de infarto e AVC em jovens relacionados à aterosclerose, doença típica da terceira idade, que resulta no entupimento das artérias por placas de gordura (ateroma) e que é agravada por doenças como diabetes e hipertensão arterial.

 

É importante lembrar que pacientes mais jovens apresentam mais infartos e AVCs relacionados ao uso de entorpecentes, como a cocaína, a doenças autoimunes, causas genéticas ou congênitas (quando se nasce com uma doença).

 

Novos hábitos, aumento do número de casos

 

As mudanças de estilo de vida, com mais pacientes jovens que são obesos, diabéticos e hipertensos, têm relação direta com o número de casos.

 

Podemos dizer também sobre a maior facilidade para diagnosticar doenças em qualquer faixa etária, o que resulta em maiores taxas de diagnósticos de várias doenças. A ressonância magnética por exemplo consegue visualizar AVCs muito pequenos que no passado poderiam passar despercebidos e sem diagnóstico.

 

O estilo de vida saudável, como sabemos, é fundamental para redução no risco de ocorrência de doenças cardiovasculares como AVC e infarto. Manter o peso, controlar o estresse, sair do sedentarismo, manter boa alimentação e passar por avaliações médicas de rotina são fundamentais para prevenção desses eventos.

 

 

Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein. "AVC e infarto em jovens são piores ou mais fulminantes?". Conteúdo Editado. Autorizado sob licença CC BY-ND 3.0 BR.

Fonte fotográfica: Image from rawpixel.com

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Rodrigo Paez
Rodrigo Paez

Formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - Escola Paulista de Medicina e especialista em Cirurgia Cardíaca, Cardiovascular, Endovascular e Marcapassos. Adepto da cirurgia cardíaca minimamente invasiva é pesquisador do estudo multicêntrico Bypass, que reune os melhores centros de cirurgia cardíaca do Brasil.

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