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A Isquemia Cardíaca, quando não tratada, aumenta as chances de infarto.
A Isquemia Cardíaca, quando não tratada, aumenta as chances de infarto.

A Isquemia Cardíaca ou Isquemia do Miocárdio é descrita pela diminuição da passagem de sangue pelas artérias coronárias.

A isquemia cardíaca ou isquemia do miocárdio é caracterizada pela diminuição da passagem de sangue pelas artérias coronárias, que são os vasos que levam sangue ao coração. Geralmente, é causada pela presença de placas de gordura em seu interior, que quando não são devidamente tratadas, podem romper e entupir o vaso, causando dor e aumentando as chances de infarto.

 

Seu tratamento é feito com medicamentos para melhorar o fluxo de sangue destes vasos, prescritos pelo cardiologista, além do controle do colesterolsal na alimentação e realização de atividade física.

 

Tipos de isquemia cardíaca

 

A obstrução do fluxo de sangue pelas coronárias pode acontecer de formas diferentes:

 

    • Angina estável: é um tipo de isquemia crônica, mas transitória, porque a dor no peito surge quando a pessoa faz algum esforço, sofre algum estresse emocional ou após comer, e melhora em poucos minutos ou quando faz repouso. Se não for tratada, pode virar um infarto, no futuro;

 

    • Angina instável: também é um tipo de isquemia crônica, mas a dor no peito pode surgir à qualquer momento, dura mais que 20 minutos, não melhora com o descanso, e, se não for rapidamente tratada, irá evoluir para um infarto;

 

    • Infarto agudo do miocárdio: o infarto pode acontecer após transformação da angina, ou pode ser súbita, surgindo sem aviso prévio. Caracteriza-se por uma dor ou queimação no peito, intensa, que não melhora, e deve ser tratada o mais rápido possível no pronto-socorro;

 

    • Isquemia silenciosa: é a diminuição da passagem de sangue nas coronárias que não causa sintomas, sendo muitas vezes descoberta em exames de rotina, e causa grande risco de evoluir para um infarto ou parada cardíaca súbita.

 

Estes tipos de isquemia causam grande comprometimento da saúde do coração, por isto, devem ser diagnosticados e tratados o mais breve possível, tanto pela realização de check-up´s anuais, como procurando atendimento com clínico geral ou cardiologista sempre que aparecerem sintomas de dor ou queimação no peito.

 

Como é feito o tratamento

 

O tratamento para isquemia cardíaca pode ser feito com o uso de medicamentos para:

 

    • Reduzir os batimentos cardíacos;

    • Controlar os níveis da pressão arterial;

    • Reduzir as placas de gordura;

    • Diminuir a formação de coágulos sanguíneos;

    • Dilatar os vasos do coração.

 

Estes medicamentos só devem ser utilizados sob rigorosa orientação do cardiologista. Deve-se, também, controlar doenças como colesterol alto, pressão alta, tabagismo, sedentarismo, diabetes, apneia do sono e crises de ansiedade, pois elas podem aumentar o risco de isquemia cardíaca.

 

Nos casos mais graves, quando o uso de medicamentos não é suficiente, o cardiologista poderá indicar a realização cirurgia, que é um procedimento delicado em que o paciente pode ficar internado no hospital por mais de 4 dias e deve realizar fisioterapia ainda no hospital para reabilitação cardíaca precoce. O médico pode solicitar, por exemplo, a angioplastia com ou sem a colocação de um stent ou a cirurgia de revascularização do miocárdio, que é a substituição de uma coronária pela veia safena, por exemplo.

 

Sintomas da isquemia cardíaca

 

Os sintomas da isquemia cardíaca podem ser:

 

    • Dor ou queimação no peito que pode irradiar para nuca, queixo, ombros ou braços;

    • Palpitações cardíacas;

    • Pressão no peito;

    • Falta de ar ou dificuldade para respirar;

    • Enjôo, suor frio, palidez e mal estar.

 

No entanto, a isquemia cardíaca pode não apresentar sintomas sendo somente descoberta num exame de rotina ou quando gera um ataque cardíaco.

 

Causas da isquemia cardíaca

 

A principal causa de isquemia cardíaca é a aterosclerose, que é o acúmulo de gordura dentro das coronárias, devido ao efeito, à longo prazo, do colesterol alto, açúcar elevado, sedentarismo, tabagismo e obesidade.

 

Entretanto, outras doenças podem levar à isquemia cardíaca, como lúpus, diabetes, embolia coronariana, sífilis, estenose aórtica, espasmo coronariano, hipertireoidismo muito grave e uso de drogas como cocaína e anfetaminas.

 

Como é feito o diagnóstico

 

Para identificar a presença de uma isquemia no coração, podem feitos alguns exames, que devem ser solicitados pelo clínico geral ou cardiologista, como:

 

    • Eletrocardiograma;

    • Teste ergométrico ou teste do esforço;

    • Ecocardiograma;

    • Cintilografia miocárdica.

 

Exames de sangue são realizados para identificar a presença de alterações que causam risco ao coração, como colesterol, glicemia, triglicerídeos e função renal, por exemplo. Quando a suspeita de infarto, exame de sangue para avaliar os níveis das enzimas cardíacas também podem ajudar a confirmação.

 

Cada exame solicitado depende dos sintomas apresentados pela pessoa, e, se ainda houver dúvida, o cardiologista pode solicitar um cateterismo cardíaco para confirmar a presença de uma isquemia cardíaca.

 

 

Fonte: Tua Saúde. "Como identificar e tratar a isquemia cardíaca". Por Ana Luiza Lima. Autorizado sob licença CC BY-ND 3.0 BR.

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Rodrigo Paez
Rodrigo Paez

Formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - Escola Paulista de Medicina e especialista em Cirurgia Cardíaca, Cardiovascular, Endovascular e Marcapassos. Adepto da cirurgia cardíaca minimamente invasiva é pesquisador do estudo multicêntrico Bypass, que reune os melhores centros de cirurgia cardíaca do Brasil.

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