Varizes

Vascular
Procedimento: Varizes

Varizes

As varizes são veias dilatadas e anormais. Podem ocorrer em vários locais do corpo: na bolsa testicular (varicocele), dentro do abdome na pelve (varizes pélvicas), na parede abdominal (circulação colateral do paciente cirrótico), no esôfago (varizes esofagianas) e, mais comumente, nos membros inferiores, pernas e coxas.

 

Daremos enfoque nas varizes das pernas, que são as mais frequentes em homens e mulheres. As varizes acometem mais mulheres, que trabalham ou permanecem muito de pé, acentuando-se na gestação. Têm também forte componente genético: são frequentemente encontradas em famílias cuja mãe e avós apresentaram pernas varicosas.

 

Perna cansada, dores nas pernas, pigmentação dos tornozelos, edema de pés e tornozelos, inflamações agudas (Flebites), infecção (Erisipela), formação de úlceras e sangramento, e tromboses com suas várias complicações, como por exemplo, a embolia pulmonar são os principais sintomas de varizes. A veia varicosa dilatada pode apresentar prurido sobre ela. Podem formar ainda caroços varicosos grandes, com afilamento da pele e risco de rompimento e sangramento.

 

Para evitar ou reduzir o surgimento de varizes, aconselha-se, preventivamente, manter hábitos saudáveis, como, emagrecer, manter o bom funcionamento intestinal (use fibras e laxantes se necessário), fazer caminhadas e exercícios físicos (melhoram o retorno venoso), não fumar ou parar de fumar (diminui risco de tromboses) e evitar contraceptivos hormonais (preferência por DIU ou outras formas de prevenção).

 

O tratamento das varizes é, inicialmente, clínico. Envolve o uso de meias elásticas, elevação dos membros ao dormir e alguns medicamentos flebotônicos (ainda controversos).

 

Quando as veias já são bem dilatadas, dolorosas, palpáveis embaixo da pele, às vezes visíveis de tão dilatadas, ou provocando úlceras ou pigmentação da pele, a sua retirada (extração) cirúrgica pode ser recomendada. O procedimento é simples: realiza-se a extração direta (Safenectomia ou Ressecção Escalonada, dependendo de quais estão acometidas). Já a Escleroterapia pode ser recomendada para “secar” os raminhos residuais, seja com glucose hipertônica ou com espuma; cada um destes procedimento tem seus prós e contras e devem ser discutidos com o paciente.

 

Todos os tratamentos podem ter falhas ou recorrências. A cirurgia apresenta até 15% de recorrência dependendo, especificamente, do caso.

 

Exames pré-operatórios gerais podem ser solicitados. Exames específicos, como Coagulograma e um Ultrassom Doppler Profundo também podem ser requisitados para descartar tromboses profundas, para marcar local de ramos perfurantes e dimensionar melhor o problema.

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